
Arquitectura Analítica 2 - 1º ano
Trabalho de grupo
Marta Pires, P. Alexandra Teixeira, Ricardo Narciso.

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Defesa da Costa Azul: Arquitectura Militar
Praças Fortes Muçulmanas e Castelos
O forte de Santa Maria, situado na encosta da Serra da Arrábida, fazia parte de uma vasta linha de defesa da costa, agora designada de costa azul. Esta costa é compreendida entre a zona metropolitana de Lisboa e o litoral alentejano, até à ilha do Pessegueiro.
As primeiras fortificações desta linha a serem construídas foram algumas praças muçulmanas, das quais apenas o Castelo de Palmela e o Castelo de Sesimbra sobreviveram até hoje. Articulando acções de defesa com estes dois castelos, encontrava-se uma fortificação medieval denominada Castelo de Coina-a-Velha, da qual restam apenas ruínas.

Fig. 1: carta de parte da costa portuguesa de Gilles Robert deVaugondy (1686-1766)
Fortalezas quinhentistas

Fortalezas seiscentistas
Na segunda metade do século XVIII, após a restauração da Nacionalidade, é construída uma nova muralha em torno da vila de Setúbal, e também, uma série de pequenos fortes ao longo da Costa da Arrábida, integrados numa nova estratégia de construção de linhas de defesa nas barras do Tejo e do Sado. A nova estratégia tinha como pressuposto uma defesa dinâmica, construindo-se para o efeito pequenos fortes onde as peças de Artilharia instaladas criavam uma linha de fogo contínua e cerrada.
Datam deste período o forte em Albarquel em Setúbal, os Fortes de Sant´Iago e da Ponta do Cavalo em Sesimbra, o Forte do Cozinhador no risco e a Fortaleza de Santa Maria da Arrábida no Portinho. Todas estas fortificações (excepto o forte do Cozinhador) foram alvo de diversos restauros, permitindo-lhes chegar aos dias de hoje em boas condições.
Geografia
O forte de Santa Maria da Arrábida está situado sobre um rochedo existente no sopé da encosta sul da serra, a sudoeste do Portinho da Arrábida e a cerca de cinco quilómetros a oeste da foz do rio Sado.
A cordilheira da Arrábida é uma pequena região montanhosa situada na parte meridional da península de Setúbal. Esta é limitada a sul e oeste pelo oceano e confina ao Norte e ao oriente com as terras baixas e arenosas que ocupam a maior parte desta península.
Materiais de construção
As formações geológicas da Arrábida fornecem os principais materiais de construção:
• O calcário branco, fácil de trabalhar, resistente e homogéneo.
• A «brecha da Arrábida» (impropriamente chamada de mármore), que depois de polida ostenta um belo e variado colorido. Pode ser vista nas igrejas de Setúbal e é frequente também em Lisboa.


A reconstrução do forte
Em 1735 a fortaleza encontrava-se muito arruinada, “partida em três partes e sem artilharia funcionante”(1), pelo que foi reedificada desde os alicerces, em 1749. O novo forte, de maiores dimensões ganhou uma forma hexagonal e constava de uma plataforma ou bateria alta de 66 palmos de altura do mar e 49 de diâmetro. A esta bateria encosta-se outra mais alta, a oeste, em forma de torre, elevada 38 palmos da primeira. Ambas as baterias a barlete possuem parapeitos de pedra de quatro palmos.
(1) PIMENTEL, José Cortez. Arrábida – Histórias de uma Região Privilegiada. Edições INAPA. Pag. 113
Cronologia
Em 1978 o Forte de Santa Maria foi entregue ao Parque Nacional da Arrábida e em 1991 começou a funcionar como Museu Oceanográfico e Centro de Investigação de biologia marítima

fig. 7: fotografia do interior de uma das salas do museu abertas ao público
fig. 8: planta do piso 3