Arquitectura Paisagista 1
Área Científica U (Urbanismo/ Des. Urbano/ Arq. Paisagista)
Semestre Curricular 5
Horas de contacto por semana 3
Créditos ECTS 3
Precedência -
Docente
Arquitecta-Paisagista Inês Norton de Matos
OBJECTIVOS GERAIS
A paisagem, entendida como produção cultural de espaço, ou como expressão espacial organizada da exploração dos recursos, não se esgota enquanto fenómeno em qualquer das leituras disciplinares incidentes, antes se constituindo como objecto de conhecimento de interesse transdisciplinar.
O carácter não linear do seu conhecimento, a complexa interacção entre os fenómenos físicos e biológicos, os processos sociais de transformação antrópica, e a interpretação e construção de modelos culturais nos espaços de paisagem, definem o plano de aproximação teórica ao tema (por oposição ao binómio simplista natureza/ cultura), a que se propõe a disciplina.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
A descoberta individual do sentido da prática da Arquitectura na construção da Paisagem, da convergência e articulação com a Arquitectura-Paisagista, a aquisição de linguagem e conceitos, bem como o desenvolvimento de um sentido analítico e crítico, constituem objectivos da disciplina.
METODOLOGIAS ADOPTADAS
Abordagem analítica partir da interpretação da Paisagem na grande escala territorial enquanto espaço, estrutura e tectonica. Avaliação ecológica do habitar, compreensão dos fenómenos do tipo cidade-região constituem exemplos práticos da discussão a promover.
a. Conceitos e noções: Paisagem, Sítio e Lugar, Natureza, Limites, Estrutura, Escala, Arquitectura-Paisagista, Território, Agricultura, Floresta, Região, Cadastro, Arqueologia da Paisagem, Paisagem global,
b. Processos e Sistemas naturais: geodinâmica, sistema hidrológico, clima, habitat e biotopo, ecossistema.
c. Processos e sistemas antrópicos: agro-sistema, pastorícia e itinerância, floresta, sistemas de povoamento rural, cidade, redes urbanas e cidades-região, indústria extractiva, indústria transformadora, indústria energetica, paisagens socio-culturais, paisagens de recreio e turismo, paisagens de conservação de património natural ou cultural, sistemas de comunicações e distribuição de energia e recursos.
d. Caso de estudo: Paisagem da cidade de Setúbal. Uso do solo, condicionantes físicas e biofísicas, Temas: estrutura natural; padrões de uso do solo; estruturas mobilidade; infraestruturas
e. Códigos: legislação e normativa nacional e europeia.
RECURSOS DIDÁCTICOS
a. Sala de aula com iluminação natural, equipada com estiradores, bancos e painéis expositivos;
b. Computador e projector;
c. Bibliografia essencial de apoio aos alunos (consultar as obras assinaladas na bibliografia)
d. Apresentação audio-visual sobre temas diversos
e. Programas específicos, para cada exercício, a distribuir por cada aluno;
DESCRIÇÃO DO MÉTODO DE AVALIAÇÃO
O método de avaliação tem em conta vários domínios de competências a adquirir pelo aluno, a saber:
a. aquisição de conceitos fundamentais para a leitura crítica da paisagem a partir de leitura bibliográfica e recensão crítica;
b. capacidade de comunicação gráfica (mapeamento, desenho, imagem) e tridimensional, sobre trabalho analítico e de proposta;
c. capacidade de expressão oral na discussão e avaliação do trabalho;
d. capacidade de investigação em meios e instrumentos analíticos (estudos, cartografia, imagem);
e. Capacidade de síntese gráfica final do trabalho;
f. Relevância da participação do aluno no grupo;
g. Assiduidade e trabalho desenvolvido na aula.
As apresentações dos trabalhos consistirão nos momentos principais de avaliação relativamente ao seu desempenho do aluno na unidade curricular
Rapozo Magalhães, M. (2001) – A Arquitectura Paisgista, Morfologias e Complexidades, ed Editorial Estampa
Caldeira Cabral, F. Ribeiro Telles, G. (1998) , A árvore
Cancela de Abreu, A. (2002) Contributos para a Identificação e caracterização da Paisagem em Portugal Continental; ed DGOTDU
Caldeira Cabral, F. (1993) – ‘Fundamentos da Arquitectura Paisagista’; ed. Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa
Corner, James et al (1999) – ‘Recovering Landscape: essays in contemporary landscape architecture; ed. Princeton Architectural Press; New York (ISBN 1-56898-179-1)
Corner, James et al. (1996) – ‘Taking measures across the American landscape’ ; ed. Yale University Press, New Haven and London (ISBN 0-300-06566-3)
Eisinger, Angelus & Schneider, Michel et al. (2003) – ‘Urban-scape Switzerland: Topology and Regional Development’; ed. Birkhauser, Basel & Zurich (ISBN 3-7643-6961-2)
ETH Studio Basel, Contemporary City Institute (2005) – ‘Switzerland: an urban portrait’, 4 vol.; ed. Birkhauser, Basel (ISBN-13: 978-3-7643-7284-2 & ISBN-10: 3-7643-7284-2)
Forman, R.T.T & Gordon, M. (1986) – ‘Landscape Ecology’; ed. Wiley, New York
Gomes da Silva, João (2006) - ‘Habitar de múltiplas formas’; in LISBOSCÓPIO, Instituto das Artes, Lisboa, (ISBN 972-99322-6-3)
McHarg, Ian (1969) – ‘Design with Nature’; ed. John Wiley & Sons (1992), New York
Norberg-Schulz, Christian (1981) – ‘Genius Loci : Paysage, Ambience, Architecture’ ; ed. Pierre Mardaga, Bruxelles (ISBN 2-87009-147-8)
Ribeiro, Orlando; Lautensach, Hermann ; Daveau, Susanne (1987) - ‘Geografia de Portugal, vol. I, A Posição Geográfica e o Território’; Ed. João Sá da Costa
Ribeiro, Orlando; Lautensach, Hermann ; Daveau, Susanne (1987) - ‘Geografia de Portugal, vol. II, O Ritmo Climático e a Paisagem’; Ed. João Sá da Costa
Ribeiro, Orlando; Lautensach, Hermann ; Daveau, Susanne (1987) - ‘Geografia de Portugal, vol. III, O Povo Português’; Ed. João Sá da Costa
Ribeiro, Orlando; Lautensach, Hermann ; Daveau, Susanne (1987) - ‘Geografia de Portugal, vol. IV, A Vegetação’; Ed. João Sá da Costa
Ribeiro, Orlando (1963) - ‘Portugal: o Mediterrâneo e o Atlântico’; Ed. João Sá da Costa
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