Introdução à Arqueologia

 

Unidade Curricular Optativa 2a       área científica H (História e Teoria da Arquitectura)

Semestre Curricular                          6, 8 ou 10 (ano lectivo 2006-07)

Horas de contacto por semana         2

Créditos ECTS                                    1

Precedência                                       -

 

 

Docente

Dr. José Luís Neto

 

I – Objectivos

 

a)      Contribuir para o enriquecimento e valorização da memória visual dos futuros profissionais da arquitectura.

b)      Desenvolver a capacidade de leitura da imagem, do objecto e do elemento construído, no espaço e no tempo.

c)       Fornecer o conjunto de conceitos teóricos e operativos dos profissionais do património, com quem terão de trabalhar nos centros históricos, monumentos, etc.

 

Não pretendendo criar arqueólogos, procura-se, nesta cadeira, equacionar as várias tendências da arqueologia contemporânea, nomeadamente nas zonas de confluência com a arquitectura de intervenção patrimonial, fornecendo os instrumentos metodológicos e científicos para um diálogo multi-disciplinar.

Para tal far-se-á um breve périplo pela história da arqueologia, verificando que, até ao século XX, as histórias destas duas disciplinas estavam inter-ligadas. Segue-se uma reflexão sobre as teorias epistemológicas da arqueologia ocidental, no século XX.

Numa segunda parte procuraremos desvelar as múltiplas sub-áreas a que a arqueologia se tem dedicado, desde as múltiplas terrestres até à subaquática, promovendo os casos regionais, quando possível, como exemplos paradigmáticos.

Na terceira parte far-se-á uma reflexão sobre a arquitectura dos centros históricos, arqueologia urbana em Portugal e legislação sobre o património, procurando criar as relações necessárias e úteis à salvaguarda de interesses comuns.

 

II – Conteúdos e desenvolvimento do Programa

 

1.º tema: Introdução à História e Teoria da Arqueologia:

- A génese da arqueologia – movimentos falhados;

- O renascimento e o nascimento da arqueologia sustentada;

- O iluminismo e o desenvolvimento científico;

- O evolucionismo darwinista e a ideia do “homem macaco”;

- A linha antropológica e a linha arquitectural;

- As teorias arqueológicas do Século XX;

- Definições possíveis para arqueologia.

 

2.º tema: A arqueologia enquanto técnica:

- Técnicas de prospecção;

- Técnicas de escavação;

- Técnicas de registo;

- Técnicas laboratoriais;

- Técnicas de datação;

- Antropologia Física, Arqueobotânica, Arqueozoologia, Arqueometrias;

- Arqueologia subaquática;

- Discurso(s) arqueológico(s);

- Conservação e musealização.

 

3.º tema: Diálogos urbanos – arquitectura e arqueologia em Portugal

- Breve história da protecção do património e das lógicas conservativas;

- Breve história da arqueologia urbana;

- Legislação do património;

- Património e Vanguarda – os desafios contemporâneos.

 

III – Metodologia pedagógica

 

            A carga horária da cadeira (2 horas semanais) impõe o método expositivo como principal veículo de comunicação. Todavia, sempre que se justifique, passar-se-á ao à reflexão colectiva e ao debate dos temas.

 

IV – Avaliação

 

            A avaliação da cadeira constará, para além de uma apreciação contínua, baseada na observação da participação dos estudantes nos espaços de diálogo, de duas provas obrigatórias:

a) Um trabalho prático escrito, de natureza metodológica, sobre o ponto 1.º ou 3.º do programa, a apresentar no final do semestre;

b) Um teste a realizar no final do semestre;

            Enquanto que o teste procurará aferir da habilitação do estudante na leitura de uma área cooperante da arquitectura, o trabalho procurará aferir a capacidade de compreensão do discente na reflexão da problemática dessa cooperação.

            Para serem admitidos à avaliação final, os estudantes têm de realizar as duas provas obrigatórias. A nota final é obtida pela média aritmética das notas das duas provas acima descritas, tendo ainda como factor de ponderação a participação e frequência das aulas.

 

V – Bibliografia

 

TEMA I – Alarcão, Jorge – Para uma conciliação das arqueologias, Ed. Afrontamento, Porto, 1996.

 

Childe, V. Gordon – Introdução à arqueologia, Ed. Europa-América, Mem Martins, 1977.

 

Daniel, Glyn – Historia de la arqueología, Ed. Alianza, Madrid, 1992.

 

Funari, Pedro Paulo Abreu – Arqueologia, Ed. Ática, São Paulo, 1988.

 

Pimenta, José Ramiro – Arqueologia, uma introdução pós-crítica, Ed. Figueirinhas, Porto, 1998.

 

Rachet, Guy – L’univers de l’archéologie, Ed. Marabout université, 2 vols., Verviers, 1970.

 

Trigger, Bruce G. – Historia del pensamiento arqueológico, Ed. Crítica, Barcelona, 1986. Ver também História do pensamento arqueológico, Ed. Odysseus, São Paulo, 2004.

 

TEMA II – Bass, George F. – Arqueologia subaquática, Ed. Verbo, Lisboa, 1969.

 

Bertino, Serge – Civilizações submersas, Ed. Europa-América, Mem Martins, 1999.

 

Coles, John – Arqueologia experimental, Ed. Livraria Bertrand, Lisboa, 1977.

 

Figueiredo, Paulo – Dicionário de termos arqueológicos, Ed. Prefácio, Lisboa, 2004.

 

Frédéric, Louis – Manual prático de arqueologia, Ed. Livraria Almedina, Coimbra, 1980.

 

Harris, Edward C. – Princípios de estratigrafia arqueológica, Ed. Crítica, Bracelona, 1991.

 

Macarrón Miguel, Ana Maria – Historia de la conservación y de la restauración, Ed. Tecnos, Madrid, 2002.

 

Madeira, José Luís – O desenho na arqueologia, Ed. Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2002.

 

McIntosh, Jane – The pratical archaeologist, Ed. Thames & Hudson, Londres, 1999.

 

Pimenta, José Ramiro – Geografia e arqueologia, Ed. Figueirinhas, Porto, 1996.

 

Renfrew, Colin e Bahn, Paul – Archaeology: theories, methods and practice, Ed. Thames & Hudson, Londres, 2000.

 

VV.AA. – The archaeology of garden and field, Ed. University of Pennsylvania Press, Pennsylvania, 1994.

 

TEMA III – Choay, Françoise – A alegoria do património, Ed. 70, Lisboa, 2006.

 

Guillaume, Marc – A política do património, Ed. Campo de Letras, Porto, 2003.

 

Tomé, Miguel – Património e restauro em Portugal (1920 – 1995), Ed. FAUP, Porto, 2002.

 

VI – Gabinetes de arqueologia locais e bibliotecas especializadas

 

Museu de Setúbal/Convento de Jesus Rua Balneário Dr. Paula Borba 2900 – 261 Setúbal, 265537890 – arqueólogos: Maria João Cândido e José Luís Neto.

 

Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal – Avenida Luísa Todi n.º 162 2900 Setúbal, 265239365 – arqueólogos: Joaquina Soares, Antónia Coelho-Soares e Carlos Tavares da Silva

 

Museu Arqueológico Pedro Nunes Largo Pedro Nunes, 265610040 – arqueólogo: António Rafael Carvalho

 

Gabinete de Arqueologia de Palmela – Igreja de Santiago, 212331669 – arqueólogo: Isabel Cristina Fernandes

 

Gabinete de Arqueologia de Sesimbra – Avenida da Liberdade n.º 55, 1.º 2970 – 635 Sesimbra, 212288634 – arqueólogo: Luís Ferreira.

 

Biblioteca do Instituto Português de Arqueologia – Avenida da Índia n.º 136 1300 – 300 Lisboa, 213616500.

 

Biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia – Praça do Império 1400 – 206 Lisboa, 213620000.

 

Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Alameda da Universidade 1600 Lisboa, 217920000.

 

Biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa – Avenida de Berna n.º 26 C 1050 Lisboa, 217933519.

 

Biblioteca da Associação dos Arqueólogos Portugueses – Largo do Carmo 1200 Lisboa, 213460473.

 

Biblioteca do Gabinete de Estudos da Ordem de Santiago – Castelo de Palmela, 212331669.

 

Biblioteca Pública Municipal de Setúbal – Avenida Luísa Todi n.º 188 2900 Setúbal, 265537240