Morfologia Urbana 2 2006-2007
Área científica U (Urbanismo/ Des. Urbano/ Arq. Paisagista)
Semestre Curricular 8
Horas de contacto por semana 4
Créditos ECTS 3
Precedência Morfologia Urbana 2
Docente
Arq.ºs JCA- Hugo Fernandes
Objectivos
· Integrar conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes unidades curriculares essencialmente ao nível do Projecto e de Desenho e construção da Paisagem.
· Explanar os quadros conceptuais e normativos referentes à prática urbanística, bem como à do ordenamento e planeamento territorial, estabelecendo-se a diferença das respectivas escalas e da natureza metodológica subjacente a umas e a outras.
As unidades curriculares de Morfologia Urbana 1 e Morfologia Urbana 2 constituem um conjunto indissociável, que substitui a disciplina de URBANISMO do anterior Plano de Estudos. Neste ano lectivo de 2006-07, primeiro ano de experimentação e transição para o novo Plano «Bolonha», optou-se por propôr um sítio e um tema anual e por apresentar o programa também como um conjunto. Contudo, no território de referência, a unidade curricular de Morfologia Urbana 1 abordará a grande escala, enquanto a de Morfologia Urbana 2 particularizá até ao nível do desenho urbano.
No contexto do programa curricular do Curso de Arquitectura do EESSD, as unidades curriculares de Morfologia Urbana interrelacionam-se de forma estreita com as unidades curriculares da área científica de Arquitectura / Projecto. Pretende-se que os estudantes integrem nos exercícios propostos, conceitos e conteúdos assimilados nas diferentes unidades curriculares dos anos anteriores, bem como do ano em curso.
Com a Arquitectura
Paisagista do ano anterior, e com o Desenho Urbano do ano subsequente, a
Morfologia Urbana constitui o percurso curricular de introdução e investigação
dos fenómenos territoriais em geral e dos urbanos em especial.
Este conjunto de unidades curriculares tem portanto como objectivo conferir aos
estudantes uma primeira perspectiva de abordagem da problemática projectual
através dos seus respectivos contextos territoriais específicos, sejam estes
urbanos ou simplesmente rurais. Nesta abordagem disciplinar far-se-à a
explanação dos quadros conceptuais e normativos subjacentes à prática
urbanística, bem como à do ordenamento e planeamento territorial,
estabelecendo-se a diferença das respectivas escalas e da natureza metodológica
subjacente a umas e a outras.
Metodologia
Com vista a atingir os objectivos propostos partir-se-á do estudo de uma situação concreta relativa a um pequeno aglomerado urbano, por meio da dissecação e análise das diversas vertentes presentes primeiro na transformação e depois no uso e manutenção e desenvolvimento daquele território.
Para tanto
seleccionar-se-ão diversos outros aglomerados, em contextos diferentes do de
referência, mas de escalas análogas, como forma de, tentativamente, ir
conduzindo os estudantes na busca das analogias e dissemelhanças da sua
composição tipo-morfológica, bem como na reflexão sobre as razões de ser da
forma urbana, com vista à construção de um quadro de análise crítica sobre a
natureza dos diversos territórios palco da actividade humana, sua conformação e
iteracção.
Todo este percurso e abordagem far-se-á através da execução de trabalhos de
natureza teórica e prática executados quer em grupo, quer individualmente,
enquadrados por aulas com idêntica dicotomia, com vista à preparação dos estudantes
para a concretização de uma proposta de planeamento e outra de desenho urbano
no território de referência.
Abordar-se-á portanto um sistema territorial com uma problemática diversificada mas de escala contida abarcando temas que vão desde a reconversão e expansão urbana, até à ambiental e paisagística. O programa incidirá também no estudo, análise e investigação do fenómeno urbano como suporte de uma memória cultural, e civil, e do seu entendimento enquanto arquitectura.
Serão temas de reflexão
e de prática operativa na uma escala contida de uma pequeno aglomerado urbano
(2.000/3.000 habitantes) as questões da:
. Tipologia – tipologia edificativa, urbana e do espaço público.
. Estrutura do tecido urbano – a rua; a praça; as áreas homogéneas. O traçado
primário e secundário.
. Forma urbana.
Entretanto a componente
teórica visará a investigação conceptual e regulamentar subjacente ao
enquadramento jurídico e institucional dos diversos processos urbanos:
. Os níveis de ordenamento e Planeamento do Território;
. Os Panos Regionais de Ordenamento e os Planos Especiais e Sectoriais;
. Os Planos Municipais de Ordenamentos do Território;
. O Plano de Pormenor e o Projecto de Loteamento.
A componente prática
abarcará por sua vez:
. A selecção e análise crítica comparativa de modelos urbanos de temática
análoga ao ‘estudo de caso’ proposto mas em contextos diversificados;
. A caracterização do território e a leitura e interpretação critica dos
instrumentos de planeamento nele vigentes;
. A sistematização de uma Plano de Desenvolvimento Estratégico para um dos
aglomerados estudados e respectivos Termos de Referência;
. A elaboração de uma proposta preliminar de acordo com os termos de referência
elaborados;
. O desenvolvimento do desenho urbano da proposta com particularização ao nível
do desenho arquitectónico de um pequeno espaço urbano equipado
Aulas
Os exercícios serão acompanhados por aulas de experimentação, com acompanhamento
e esclarecimento aos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, isoladamente ou
em grupo, intercaladas por aulas de exposição de matéria teórica base.
Fichas A5 dos trabalhos
De todos os trabalhos gráficos serão elaboradas pequenas fichas em formato A5
numa estrutura gráfica uniforme para todos os estudantes, que funcionará como
base para a concretização de uma publicação final.
Nestas páginas os estudantes terão de mostrar a abordagem ao sítio e tema do ano, através de uma sintetize do trabalho desenvolvido na unidade curricular recorrendo às peças elaboradas durante o período lectivo – esquemas, croquis, esquissos, desenhos rigorosos, memórias descritivas, etc.
Avaliação
A avaliação será contínua, efectuada através do acompanhamento e da apreciação
do desenvolvimento dos trabalhos, complementada por exercícios de avaliação
pontual e da participação e presença nas aulas e possui as seguintes vertentes:
a já referida avaliação contínua, a avaliação periódica que incide sobre as
apresentações públicas de cada um dos trabalhos etápicos realizados, a
realização de provas escritas e um exame final, realizado perante júri, onde se
avalia o resultado global de todos os trabalhos do período lectivo, tendo em
conta as classificações anteriores e as outras componentes de avaliação.
Será feito um registo de presenças em todas as aulas, relevando para a apreciação global um mínimo de 60 % de presenças nas aulas.
Bibliografia de
referência (títulos existentes na biblioteca a negrito)
. A Arquitectura da Cidade – Aldo Rossi – Gustavo
Gilli
. Arquitectura da Cidade, Limite da Forma Urbana – Luís Afonso –
FA UTL – Tese
. Morfologia Urbana e Desenho da Cidade – José Lamas – Fundação
Gulbenkian / Fundação para a Ciência e Tecnologia, Lisboa, 2000.
. Formas Urbanas – Jorge Carvalho – Ed. Minerva Coimbra
. Ordenar a Cidade – Jorge Carvalho – Ed. Quarteto
. L’Urbanisme, utopies et realités – une anthologie – Françoise Choay –
Ed. Seuil
. A linguagem silenciosa – Edward T. Hall – Ed. Relógio d’Água
. Elementos de Analisis Arquitectónico – José Manuel Garcia Roig – Ed.
Univ. Valladolid
. Análise das tipologias urbanas – Luciano Patetta
. On Adam’s House in Paradise – The Idea of the Primitive Hut in
Architectural History – Joseph Rykwert – Ed. MIT
Pres.
Textos de apoio e enquadramento específicos serão facultados gradualmente durante o decurso do período lectivo.